A vida é para os inconscientes (Ó Lydia, Celimène, Daisy)

by Álvaro de Campos · s.d. (uncertain date)
Published 01/07/1880

A vida é para os inconscientes (Ó Lydia, Celimène, Daisy)

E o consciente é para os mortos — o consciente sem a Vida...

Fumo o cigarro que cheira bem à mágoa dos outros,

E sou ridículo para eles porque os observo e me observam.

Mas não me importo.

Desdobro-me em Caeiro e em técnico

— Técnico de máquinas, técnico de gente, técnico da moda —

E do que descubro em meu torno não sou responsável nem em verso.

O estandarte roto, cosido a seda, dos impérios de Maple —

Metam-no na gaveta das coisas póstumas e basta...

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