Não ter deveres, nem horas certas, nem realidades...

by Álvaro de Campos · s.d. (uncertain date)
Published 01/07/1880

Não ter deveres, nem horas certas, nem realidades...

Ser uma ave humana

Que passe haleyonica sobre a intransigência do mundo —

Ganhando o pão da sua noite com o suor da fronte dos outros —

Faz-tudo triste

No coliseu com lágrimas,

E compère antigo, um pouco mais cheio que Vénus de Milo,

Na insubsistência dos acasos.

E um pouco de sol, ao menos, para os sonhos onde não vivo.

#alienação #alvaro de campos #busca de sentido #existencialismo #fernando pessoa #melancolia

Related poems →

More by Álvaro de Campos

Read "Não ter deveres, nem horas certas, nem realidades..." by Álvaro de Campos. One of the best and most popular poems on The Poet's Place. Discover more trending, inspiring, and beautiful poetry by Álvaro de Campos.