No ocaso, sobre Lisboa, no tédio dos dias que passam,
by Álvaro de Campos
· 1-5-1928?
Published 01/05/1928
No ocaso, sobre Lisboa, no tédio dos dias que passam,
Fixo no tédio do dia que passa permanentemente
Moro na vigília involuntária como um fecho de porta
Que não fecha coisa nenhuma.
Meu coração involuntário, impulsivo,
Naufraga a esfinges indigentes
Nas consequências e fins, [acordando?] no [além?]...