Não inquiro do anónimo futuro

by Ricardo Reis · s.d. (uncertain date)
Published 01/07/1880

Não inquiro do anónimo futuro

      Que serei, pois que tenho,

Qualquer que seja, que vivê-lo. Tiro

      Os olhos do vindouro.

Odeio o que não vejo. Se pudera,

      Vê-lo, grato o não vira.

Se mo mostrarem num quadro, ou o virarem

      Não tenho o que não tenho.

O que o Destino manda, saiba-o ele.

      A ignorância me basta.

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