No ciclo eterno das mudáveis coisas

by Ricardo Reis · 24-11-1925
Published 24/11/1925

No ciclo eterno das mudáveis coisas

Novo Inverno após novo Outono volve

      À diferente terra

      Com a mesma maneira.

Porém a mim nem me acha diferente

Nem diferente deixa-me, fechado

      Na clausura maligna

      Da índole indecisa.

Presa da pálida fatalidade

De não mudar-me, me infiel renovo

      Aos propósitos mudos

      Morituros e infindos.

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