Sereno aguarda o fim que pouco tarda.

by Ricardo Reis · 31-7-1932
Published 31/07/1932

Sereno aguarda o fim que pouco tarda.

Que é qualquer vida? Breves sóis e sono.

      Quanto pensas emprega

      Em não muito pensares.


Ao nauta o mar obscuro e a rota clara.

Tu, na confusa solidão da vida,

      A ti mesmo te elege

      (Não sabes de outro) o porto.

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