Ninguém a outro ama, senão que ama

by Ricardo Reis · 10-8-1932
Published 10/08/1932

Ninguém a outro ama, senão que ama

O que de si há nele, ou é suposto.

Nada te pese que não te amem. Sentem-te

      Quem és, e és estrangeiro.

Cura de ser quem és, amam-te ou nunca.

Firme contigo, sofrerás avaro

      De penas.

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