Meu coração, bandeira içada

by Álvaro de Campos · s.d. (uncertain date)
Published 01/07/1880

Meu coração, bandeira içada

Em festas onde não há ninguém...

Meu coração, barco atado à margem

Esperando o dono cadáver amarelado entre os juncais...

Meu coração a mulher do forçado,

A estalajadeira dos mortos da noite,

Aguarda à porta, com um sorriso maligno

Todo o sistema do universo,

Concluso a podridão e a esfinges...

Meu coração algema partida.

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