Ah, que extraordinário,

by Álvaro de Campos · 28-3-1932?
Published 28/03/1932

Ah, que extraordinário,

Nos grandes momentos do sossego da tristeza,

Como quando alguém morre, e estamos em casa dele e todos estão quietos

O rodar de um carro na rua, ou o canto de um galo nos quintais...

Que longe da vida!

É outro mundo.

Viramo-nos para a janela, e o sol brilha lá fora

Vasto sossego plácido da natureza sem interrupções!

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