Pensa quantos, no ardor da jovem ida,

by Ricardo Reis · 3-1-1928
Published 03/01/1928

Pensa quantos, no ardor da jovem ida,

Um destino parou; quantos, obtendo

      Da meta inesperada

      (...)


Não esperes nem consigas; enche a taça

E abdica: tudo é natural e estranho.

      Nem justos nem injustos

      São os Deuses, senão outros.


O conseguido é dado; tudo é imposto.

Prazer ou mágoa, são qual sol ou chuva,

      Dados, ora são desejos

      Ora ao (...)


(...)

(...) esperanças breves;

      Quantos, que à meta imposta

A só esperança lembrada antequiseram.


Tal porque morre cai, tal porque vive.

O que se cumpre nunca se quisera,

      Salvo se a morte é cega

      Do pó do (...)

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