XIX - Prazer, mas devagar,

by Ricardo Reis · 3-11-1923
Published 03/11/1923

Prazer, mas devagar,

Lídia, que a sorte àqueles não é grata

      Que lhe das mãos arrancam.

Furtivos retiremos do horto mundo

      Os depredandos pomos.

Não despertemos, onde dorme, a Erínis

      Que cada gozo trava.

Como um regato, mudos passageiros,

      Gozemos escondidos.

A sorte inveja, Lídia. Emudeçamos.

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