SACADURA CABRAL

by Fernando Pessoa · 12-1924
Published 01/07/1924

No frio mar do alheio Norte,

      Morto, quedou,

Servo da Sorte infiel que a sorte

      Deu e tirou.


Brilha alto a chama que se apaga.

      A noite o encheu.

De estranho mar que estranha plaga,

      Nosso, o acolheu?


Floriu, murchou na extrema haste;

      Jóia do ousar,

Que teve por eterno engaste

      O céu e o mar.

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