Ah minha Dinamene! assi deixaste

by Luís Vaz de Camões · (no date)
Published 01/07/1880

Ah minha Dinamene! assi deixaste

Quem nunca deixar pôde de querer-te!

Que ja, Nympha gentil, não possa ver-te!

Que tão veloz a vida desprezaste!


Como por tempo eterno te apartaste

De quem tão longe andava de perder-te?

Puderão essas ágoas defender-te

Que não visses quem tanto magoaste?


Nem somente fallar-te a dura morte

Me deixou, qu'apressada o negro manto

Lançar sôbre os teus olhos consentiste.


Oh mar! oh ceo! oh minha escura sorte!

Qual vida perderei que valha tanto,

Se inda tenho por pouco o viver triste?

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