De frescas belvederes rodeadas

by Luís Vaz de Camões · (no date)
Published 01/07/1880

De frescas belvederes rodeadas

Estão as puras águas desta fonte;

Formosas Nymphas lhes estão defronte,

A vencer e a matar acostumadas.


Andão contra Cupido levantadas

As suas graças, que não ha quem conte:

D'outro valle esquecidas, d'outro monte,

A vida passão neste socegadas.


O seu poder juntou, sua valia

Amor, ja não soffrendo este desprêzo,

Somente por se ver dellas vingado;


Mas, vendo-as, entendeo que não podia

De ser morto livrar-se, ou de ser prêzo,

E ficou-se com ellas desarmado.

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