Ferido sem ter cura perecia

by Luís Vaz de Camões · (no date)
Published 01/07/1880

Ferido sem ter cura perecia

O forte e duro Télepho temido

Por aquelle que na agua foi metido,

E a quem ferro nenhum cortar podia.


Quando a Apollineo Oraculo pedia

Conselho para ser restituido,

Respondeo-lhe, tornasse a ser ferido

Por quem o ja ferira, e sararia.


Assi, Senhora, quer minha ventura;

Que ferido de ver-vos claramente,

Com tornar-vos a ver Amor me cura.


Mas he tão doce vossa formosura,

Que fico como o hydropico doente,

Que bebendo lhe cresce mór seccura.

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