N'hum bosque, que das Nymphas se habitava

by Luís Vaz de Camões · (no date)
Published 01/07/1880

N'hum bosque, que das Nymphas se habitava,

Sibella, Nympha linda, andava hum dia;

E subida em huma árvore sombria,

As amarellas flores apanhava.


Cupido, que alli sempre costumava

A vir passar a sésta á sombra fria,

Em hum ramo arco e settas, que trazia,

Antes que adormecesse, pendurava


A Nympha, como idoneo tempo víra

Para tamanha empresa, não dilata;

Mas com as armas foge ao moço esquivo.


As settas traz nos olhos, com que tira.

Ó Pastores! fugi, que a todos mata,

Senão a mim, que de matar-me vivo.

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