Naiades, vós que os rios habitais

by Luís Vaz de Camões · (no date)
Published 01/07/1880

Naiades, vós que os rios habitais,

Que os saudosos campos vão regando,

De meus olhos vereis estar manando

Outros que quasi aos vossos são iguais.


Dryades, que com setta sempre andais

Os fugitivos cervos derribando,

Outros olhos vereis, que triumphando

Derribão corações, que valem mais.


Deixai logo as aljavas e águas frias,

E vinde, Nymphas bellas, se quereis,

A ver como de huns olhos nascem mágoas.


Notareis como em vão passão os dias;

Mas em vão não vireis, porque achareis

Nos seus as settas, e nos meus as ágoas.

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