O ceo, a terra, o vento socegado

by Luís Vaz de Camões · (no date)
Published 01/07/1880

O ceo, a terra, o vento socegado,

As ondas que se estendem por a areia,

Os peixes que no mar o somno enfreia,

O nocturno silencio repousado;


O Pescador Aonio que, deitado

Onde co'o vento a água se meneia,

Chorando, o nome amado em vão nomeia,

Que não póde ser mais que nomeado,


Ondas, (dizia) antes que Amor me mate,

Tornae-me a minha Nympha, que tão cedo

Me fizestes á morte estar sujeita.


Ninguem responde; o mar de longe bate;

Move-se brandamente o arvoredo;

Leva-lhe o vento a voz, qu'ao vento deita.

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