O raio crystallino se estendia

by Luís Vaz de Camões · (no date)
Published 01/07/1880

O raio crystallino se estendia

Por o mundo da Aurora marchetada,

Quando Nise, pastora delicada,

Donde a vida deixava se partia.


Dos olhos, com que o sol escurecia,

Levando a luz em lagrimas banhada,

De si, do fado, e tempo magoada,

Pondo os olhos no Ceo, assi dizia:


Nasce, sereno sol, puro e luzente;

Resplandece, purpurea e branca aurora,

Qualquer alma alegrando descontente;


Que a minha, sabe tu que desde agora

Jamais na vida a podes ver contente,

Nem tão triste nenhuma outra pastora.

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