Ondados fios de ouro reluzente

by Luís Vaz de Camões · (no date)
Published 01/07/1880

Ondados fios de ouro reluzente,

Que agora da mão bella recolhidos,

Agora sôbre as rosas esparzidos

Fazeis que a sua graça se accrescente;


Olhos, que vos moveis tão docemente,

Em mil divinos raios incendidos,

Se de cá me levais a alma e sentidos,

Que fôra, se eu de vós não fôra ausente?


Honesto riso, que entre a mór fineza

De perlas e coraes nasce e apparece;

Oh quem seus doces ecos ja lhe ouvisse!


Se imaginando só tanta belleza,

De si com nova gloria a alma se esquece,

Que será quando a vir? Ah quem a visse!

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