D. JOÃO, INFANTE DE PORTUGAL
by Fernando Pessoa
· 28-3-1930
Published 28/03/1930
Quarta
D. JOÃO
INFANTE DE PORTUGAL
Não fui alguém. Minha alma estava estreita
Entre tão grandes almas minhas pares,
Inutilmente eleita,
Virgemmente parada;
Porque é do português, pai de amplos mares,
Querer, poder só isto:
O inteiro mar, ou a orla vã desfeita —
O todo, ou o seu nada.