10.

by Luís Vaz de Camões · 1572 (edição princeps)
Published 01/07/1572
Part of Canto II

Mas aquele que sempre a mocidade

Tem no rosto perpétua, e foi nascido

De duas mães, que urdia a falsidade

Por ver o navegante destruído,

Estava numa casa da cidade,

Com rosto humano e hábito fingido,

Mostrando-se Cristão, e fabricava

Um altar sumptuoso, que adorava.

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