61.
by Luís Vaz de Camões
· 1572 (edição princeps)
Published 01/07/1572
Part of Canto II
Quando Mercúrio em sonhos lhe aparece,
Dizendo: "Fuge, fuge, Lusitano,
Da cilada que o Rei malvado tece,
Por te trazer ao fim, e extremo dano;
Fuge, que o vento, e o Céu te favorece;
Sereno o tempo tens e o Oceano,
E outro Rei mais amigo, noutra parte,
Onde podes seguro agasalhar-te.