72.

by Luís Vaz de Camões · 1572 (edição princeps)
Published 01/07/1572
Part of Canto II

Era no tempo alegre, quando entrava

No roubador de Europa a luz Febeia,

Quando um e outro corno lhe aquentava,

E Flora derramava o de Amalteia:

A memória do dia renovava

O pressuroso Sol, que o Céu rodeia,

Em que Aquele, a quem tudo está sujeito,

O selo pôs a quanto tinha feito;

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