89.

by Luís Vaz de Camões · 1572 (edição princeps)
Published 01/07/1572
Part of Canto VI

"Não creias, fero Bóreas, que te creio

Que me tiveste nunca amor constante,

Que brandura é de amor mais certo arreio,

E não convém furor a firme amante.

Se já não pões a tanta insânia freio,

Não esperes de mi, daqui em diante,

Que possa mais amar-te, mas temer-te;

Que amor contigo em medo se converte."

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