Na paz da noite, cheia de tanto durar,
by Fernando Pessoa
· 1934
Published 01/07/1934
Na paz da noite, cheia de tanto durar,
Dos livros que li,
Que os li a sonhar, a mal meditar,
Nem vendo que os vi,
Ergo a cabeça [...] estonteada
Do lido e do vão
Do ler e vazio que há e fiz por noite acabada —
Não no meu coração.